Perguntas freqüentesO Integralismo é racista e/ou anti-semita?Não, pelo contrário, esse tipo de sentimento só tem a prejudicar a nação como um todo, coisa que o Integralismo repudia. Nossa intenção é juntar todas as forças produtivas e classes da Nação numa única direção de progresso, e para isso precisaremos do branco, do negro e do índio.
Não faria sentido algum nutrir qualquer espécie de preconceito racial num país tão miscigenado como o Brasil, o Integralismo é consciente da realidade brasileira e como tal identifica a mistura de raças como traço característico e imutável do Brasil.
Para deixar essa questão bem clara, transcrevemos abaixo as palavras do próprio Plínio Salgado sobre o tema :
"Não sustentamos preconceitos de raça; pelo contrário, afirmamos ser o povo e a raça brasileiros tão superiores como quaisquer outros. Em relação ao judeu, não nutrimos contra essa raça nenhuma prevenção. Tanto que desejamos ve-la em pé de igualdade com as demais raças, isto é, misturando-se, pelo casamento, com os cristãos."
O Integralismo é contra a democracia e a liberdade?Não, pelo contrário, o Integralismo quer restituir a verdadeira democracia como a forma de governo na qual o bem comum da sociedade é priorizado, ao contrário do que ocorre hoje em dia quando uma verdadeira cleptocracia se instalou em Brasília roubando os cofres da nação sob o pretexto de governar para o povo.
O Integralismo entende a democracia como o estado de direito onde as liberdades individuais são garantidas e é dado a cada um e a todos a oportunidade de exercer seu papel dentro do contexto social, desenvolvendo seus potenciais, produzindo riqueza para sua família através do trabalho e contribuindo assim para o engrandecimento da nação.
Consequentemente, não pode haver democracia onde há corrupção generalizada, altos níveis de desemprego e uma criminalidade organizada e desenfreada. Portanto, o Integralismo não quer acabar com a democracia, mas restituí-la.
Não é o Integralismo um movimento do passado, que não faz mais sentido no mundo moderno?O Integralismo trata, numa última análise, do próprio destino superior e espiritual do homem, e essa questão nunca ficará obsoleta. Embora surgida na década de 1930, estruturada sob o pensamento de Plínio Salgado, a doutrina Integralista compreendeu com maestria a alma brasileira em todos seus aspectos culturais, sociais e políticos, que permanecem basicamente os mesmos até hoje.
Além disso, os atuais Integralistas têm empreendido um grande esforço intelectual e prático na tentativa de renovar alguns aspectos necessários do movimento para que ele esteja apto a enfrentar os novos desafios e dilemas que o século XXI nos apresenta.
O Integralismo e os partidos: o que somos
O Integralismo não é um partido político.
Os partidos políticos representam uma minoria e seguem programas destinados a mandatos de curta duração. O Integralismo, pelo contrário, abrange a sociedade como um todo: a NAÇÃO deve prevalecer e sobrepor-se a partidos políticos e interesses minoritários, que visam o benefício de poucos.
Por isso, acreditamos nas CORPORAÇÕES: é o sistema corporativo que trará ao povo brasileiro a verdadeira representação democrática, o fim da corrupção.
Entretanto, reconhecemos o ordenamento jurídico atual, portanto, vemos os partidos políticos como a única forma de representação social, sendo assim, a única forma de lutarmos a favor do Brasil e do povo que nele vive.
A título de curisidade, não há, hoje, partido político que contemple a Doutrina Integralista, nem em sua essência, nem em sua prática. Não há, portanto, representação político-partidária do Integralismo Brasileiro.
O Integralismo e a representação de classe: o sistema corporativo
O ESPÍRITO CORPORATIVISTA deve prevalecer em cada homem acima do individual, a humildade deve prevalecer sobre o egocentrismo: ser altruísta é virtude, é amar ao próximo sem querer em troca, é sangrar para salvar; não é mera filosofia, é atitude espiritualista, é a verdadeira temência a Deus, honrar pai e mãe e valorizar a PÁTRIA, a NAÇÃO BRASILEIRA.
São as representações de classe (corporações) que suprem as desigualdades, que igualizam os homens perante a Pátria, que representam as necessidades fundamentais da vida mundana. São estas, pois, que o Integralismo considera como REPRESENTANTES DO POVO, da vontade geral, portanto, a verdadeira representação democrática.
O Integralismo e a democracia: no que acreditamos
A busca da verdadeira DEMOCRACIA e a exaltação nacionalista nos faz bradar a plenos pulmões: ANAUÊ! Tu és meu irmão, irmão da PÁTRIA, da NAÇÃO. Somente o irmão sabe suprir as necessidades dos seus, pois vive a realidade destes; somente um irmão sabe valorizar o sangue, a nação, pois são filhos de uma mesma e única mãe: a MÃE PÁTRIA BRASILEIRA.
Por isso, procuramos alcançar a DEMOCRACIA ORGÂNICA, onde cada cidadão participa política e economicamente da vida em sociedade em pé de igualdade com seu compatriota, tendo, assim, os mesmos benefícios e oportunidades que seus irmãos.
O Integralismo não é mera utopia?
O Integralismo não é uma quimera, pois já mostrou-se real na década de 1930. A utopia encontra-se somente nas rodas de pensadores insesatos, não entre idealistas realistas, que pensam no futuro e no BEM DO BRASIL.
Pensadores insensatos são aqueles que pregam idéias sem fundamentos, irreais, antiéticos; são aqueles que afirmam existir superioridades, apontam as diferenças como falhas, acusam o Divino e pregam o ateísmo. São estes que ignoram a Nação, tratam o materialismo como doutrina e filosofia, insitam a individualização, o rompimento das relações humanas e a segregação racial. Por isso, jamais poderão equiparar o INTEGRALISMO a essas pregações, que não valorizam o Homem como Homem e Deus como ser Supremo.
O Integralismo não é contra a miscigenação?
O Integralismo encara e MISCIGENAÇÃO com naturalidade, pois somos todos iguais. A chamada mestiçagem não representa desvalorização nem declínio de raças: para o Integralismo o brasileiro é a prioridade, uma raça jamais será independente, jamais será pura. O Brasil foi colonizado por brancos, negros, amarelos e vermelhos, é natural que se misturem.
Deus nos faz iguais e assim sempre seremos.
É o Integralismo um movimento fundamentalista?
Não, o Integralismo é espiritualista, sendo assim, cabe a seus membros decidir qual o tamanho de sua crença.
Portanto, o Movimento não faz distinção entre seus membros: ninguém é considerado mais cristão que outro, nem mais temente a Deus que outro.
Sustentamos, em nossas fileiras, militantes de diversas denominações religiosas.
Qual a relação do Integralismo com a TFP?
A TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade) é um movimento essencialmente católico, nascido em 1960, portanto, posterior à criação da AIB e da Doutrina Integral.
O Integralismo e a TFP não mantém nenhum tratado de cooperação, nem são parecidos em sua maneira de atuar.
Entretanto, nós (os integralistas) não nutrimos nenhuma prevenção em relação à TFP.
O Integralismo é contra a Reforma Agrária?
Não, o Integralismo jamais foi contra a Reforma Agrária.
Muito pelo contrário, o Integralismo sempre lutou em nome da função social da propriedade, da manutenção e preservação de nossas matas e do manejo consciente dos diversos cultivos presentes no Brasil.
Somos pela propriedade privada, pela agricultura familiar, pelas cooperativas agrículas e pela valorização do povo campesino.